Badis Badis - 2104120
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Badis Badis - 2104120

Badis Badis

2104120
Sem Stock
4,50 €
(IVA incl.)
Peixe ornamentais de aquário de água doce tropical

 

O Badis atinge uns 5cm – alguns relatos e publicações apontam para 8cm o tamanho máximo, mas são dados exagerados. Seu corpo tem um aspecto castanho, com manchas e barras verticais escuras, mais evidentes quando em períodos reprodutivos ou momentos de estresse – a facilidade com que muda suas nuances deu ao Badis um outro codinome: peixe camaleão”; todavia, sabemos que camaleão tem o intuito de se camuflar ao ambiente e o propósito deste peixe é outro. Especialmente nos machos podemos encontrar a cor azul ou vermelha, distribuída especialmente sobre as nadadeiras, dependendo da variedade do peixe. Alguns exemplares mostram-se realmente coloridos.

Essas variedades são determinadas de acordo com a distribuição do peixe, que é bem ampla. O Badis pertence ao sistema do rio Ganges, que engloba a Índia, Bangladesh e Nepal, com relatos de ocorrência também no Butão e Paquistão.

Pequeno e versátil, diria, pois o Badis é encontrado tanto em rios e lagoas, como em valas, canaletes e até mesmo em charcos pantanosos; ambientes cujo fundo pode ser lamoso ou arenoso, normalmente com vegetação ao redor e baixo fluxo de água. Para dar essas características ao aquário, utilize uma bomba submersa de baixa vazão ao filtro. Muitas vezes o ambiente do Badis é descrito como de água levemente turva e de coloração amarronzada.

Nesses locais o pH mais comum está entre 6.0 e 8.0, com água mole e temperaturas de 14ºC a 30ºC. Olha, confesso que fiquei desconfiadíssimo com esse range absurdo de temperatura e fui atrás…mais de uma fonte confirma que é por aí mesmo. Acredito eu que o recomendável seria colocar uma temperatura mediana, tipo 22º ou 24ºC, procurando não forçar o animal aos limites do corpo; em muitas localidades de nosso país um aquecedor confiável, ligado a um termostato são indispensáveis.

Alimentação
Os Badis Bengalensis comem praticamente tudo o que conseguem encontrar no seu habitat natural, bocados de plantas, minhocas, insectos e tudo o que consigam meter na boca. No aquário os seus habitos não mudam muito, eles gostam de quase todo o tipo de comida, seca; congelada; viva, mas deve-se no entanto dar-lhes uma dieta variada para mante-los fortes e saúdaveis.

COMPORTAMENTO E AMBIENTE
Não é um peixe notoriamente ativo, até o contrário, é meio lerdinho. Quando em aquário comunitário, pode sentir-se intimidado por peixes extremamente ágeis e interativos. Isso transpassa ao aquarista o aspecto de passividade, dando-lhe o título de pacífico. Um segredo para um aquário comunitário que contenha o Badis é: escolha parceiros que utilizem outros estratos do aquário para nadar: peixes de meia água e peixes de superfície – um ponto que afasta os iniciantes, que ainda não conhecem bem o comportamento dos peixes.

É uma espécie que vive próxima ao fundo e se mostra territorial quando estabelece um cantinho para si, porém, quando assume postura assim quer dizer mais que esta é minha casa!”.

O layout para o aquário do Badis requer zonas que ofereçam abrigo. O peixe não é exigente quanto ao tipo de plantas ou ornamentação, mas tudo que puder prover esconderijos ao peixe é válido. Assim, troncos retorcidos, pedras e vasos de cerâmica são itens de valor para seu aquário.

Observar estes detalhes já nos leva a outro assunto. O Badis, mesmo sendo pequenino e pacífico em termos gerais, desenvolve uma agressividade considerável com membros de sua espécie. Se o espaço é mais generoso, eles próprios se organizam em territórios e a agressividade diminui. Por outro lado, um layout bem pensado também auxilia na divisão de territórios e, consequentemente, na atenuação da agressividade. Em aquários menores não coloque dois machos: ou opte por um casal ou por um pequeno harém.



MICROPREDADOR
Só de pensar nos ambientes onde o Badis pode ser encontrado na natureza e sua preferência na coluna d’água, podemos antever suas preferências alimentares: carnívora (insetos, crustáceos e vermes). Cabe observar que existem relatos de problemas quando alimentados com bloodworms e tubifex, sendo que muitos aquaristas excluem esses itens do Menu. Neste quesito alimentação”, ainda resta um aviso: é comum que aquaristas encontrem dificuldade em alimentá-lo, seja por algum caso de extrema timidez, seja por recusa de alimento – este é o segundo alerta, dizendo que o Badis não é um peixe aconselhável para iniciantes. Ah! Convém lembrar mais um detalhe: se você tem camarões no aquário (especialmente dos gêneros Neocaridina e Caridina), cuidado, pois podem virar comida – obviamente isso envolve vários fatores como tamanho da boca do peixe e do camarão, período reprodutivo do peixe ou de ecdise do camarão (troca da carapaça); entre outros.



REPRODUÇÃO
Quando vejo as imagens do Badis badis, me vem à mente um aspecto de ciclídeo; por vezes me lembra até um Apistogramma. Tal como este gênero, o peixe escolhe uma toca, a qual defenderá com afinco; ela será o local onde a fêmea deixará seus ovos adesivos, postos na parede. Até adianto que é o macho quem cuida da desova e da prole, porém, é com os membros da família Osphronemidae (tricogaster, colisa, beta etc.) que ele se aproxima. Traços de um ancestral comum deram ao Badis o comportamento reprodutivo similar, incluindo o abraço” característico ao redor da fêmea. Quem conhece o comportamento reprodutivo doBetta splendens, entenderá o significado desse abraço”. Além disso, na presença de fêmeas, os machos iniciam um display, onde adquirem um corpo escuro e aumento de cores nas nadadeiras. O vencedor atrai a fêmea para o seu cafofo. As fêmeas, por sua vez, são menores e menos coloridas, não possuindo essa agressividade exacerbada. Ainda assim, soube de relatos em que fêmeas mataram o macho ou vice-versa (havia apenas um casal nesses casos) – esta imprevisibilidade seria mais um ponto que eu destacaria para dizer que o peixe não deve ser mantido por iniciantes.

Na humilde residência – na Badis Caverna” (outro trocadilho infame) – a fêmea depositará entre 30 e 100 ovos, sendo, após terminar a postura, literalmente expulsa da toca pelo macho, que a partir daí se encarregará de cuidar dos ovos e dos filhotinhos. Mas não se engane, a tutela vai até um certo tempo: ovos eclodem em 2 ou 3 dias, consomem o saco vitelínico entre 6 e 8 dias e ainda podem permanecer por mais 7 na segurança da toca. Após isso, de filhos podem se transformar em fast food. Eles, no entanto, sairão de casa instintivamente, à procura de alimento e abrigo. Para otimizar o número de filhotes que vingam, o ambiente não deve possuir outros peixes. Se o layout que você desenvolveu considerou isso também, musgos e plantas que cresçam em moitas podem fornecer a proteção necessária.

Para saciar a fome dos pequenos, que se mantêm praticamente parados em seus esconderijos (também por instinto), microvermes são ministrados nos instantes iniciais, até quando começarem a ousar o nado; neste instante é que podemos dar náuplios de artêmia.

Tipo de Peixe
Peixe de Cardume
Porte
Pequeno
Origem
Asiática
Sociabilização
Peixe de Cardume
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